Dás-me a volta à cabeça.
Não me reconheço ao espelho, já nem sei que trapos vestir, e penso que à sexta-feira estou num sábado ou domingo. Não paro de mexer no telemóvel à procura de um sinal teu. Passo as noites num sofrimento silencioso, com o peito a pesar duas toneladas, só porque não estás. Não te ligo mais vezes para não te afugentar e pensares que te ando a perseguir. Imagens do teu rosto aparecem-me nos pensamentos como pipocas gigantes a estalar com um grande estrondo… E a corrida da minha escrita é um reflexo da velocidade das minhas memórias contigo ao passarem-me pela consciência, assim, rápido e sem vírgulas.
Respira.
Por vezes penso que isto não há-de durar muito, até porque este novo universo de paixão é totalmente novo para mim. Logo a seguir apago essa ideia, porque quero justamente que dure o máximo, para aproveitar ao máximo, para viver ao máximo, para amar ao máximo.
Pausa. Olha ao horizonte.
Corro, um passo à frente do outro. Cada vez mais, sem saber para onde. Espero que no fim da pista estejas lá com um sorriso.


Posted by Clandestine_Tourist on Quinta-feira, 23 Julho 2009 at 16:20
How wonderful it is to read GREAT writing :) Talented.. muito! Mais uma vez, adorei.. :) Beijinhos
Posted by Paulovsky on Quinta-feira, 23 Julho 2009 at 14:57
Este post vai para aquel@s que gostam de ler o que escrevo :P
beijos/abraços