vulnerável
por neurório
Já está.
Despi-me.
Rasguei o peito com as minhas próprias mãos.
Usei as cicatrizes, porque assim foi mais fácil de abrir.
Está tudo à mostra, em carne viva.
Basta um sopro e ele desfaz-se.
Mesmo assim, mesmo que ele se desfaça em milhões de pedaços e caia lentamente, como um lamento de gelo que derrete antes de tocar o chão, mesmo assim… eu vou apanhá-lo. Vou recontrui-lo. Colo-o com fita-cola e encaixo-o no lugar dele.
