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Musicamente #1

Começo aqui e hoje uma resenha pelas minhas descobertas musicais.

Ultimamente tenho ouvido muito esta música na Antena 3, ganhei coragem e deitei as mãos ao álbum todo. Os Gossip têm aqui um álbum fresco, uma chapada de água fria naquilo que tenho ouvido. E gosto. O álbum não é chillout, certamente, mas é daqueles discos que podemos estar em casa com mais gente, baixamos o volume e a música é agradável. Ou, se quisermos, sozinhos em casa, aumentamos o volume e acordamos os vizinhos do outro lado da rua.

É à escolha.

Gossip – Heavy Cross

ooohh oh ooooh, oh oh oh ohhh
ooohh oh ooooh, oh oh oh ohhh

It’s a cruel cruel world, to face on your own,
A heavy cross, to carry alone,
The lights are on, but everyone’s gone,
And it’s cruel

It’s a funny way, to make ends meet,
when the lights are out on every street,
It feels alright, but never complete,
without you,

I trust you, if it’s already been done, undo it,
It takes two, it’s up to me and you, to prove it,
All the rainy nights, even the coldest days,
you’re moments ago, but seconds away,
The principal of nature, it’s true but, it’s a cruel world,

ooooh oooh oohh, ooh ooh oooh ooh, ooo wooah

We can play it safe, or play it cool,
follow the leader, or make up all the rules,
whatever you want, the choice is yours,
So choose,

I trust you, if it’s already been done, undo it,
It takes two, it’s up to me and you, to prove it,

ei ei ei ei ei, oh oh oh oh oh, ye oh oh,
ei ei ei ei ei, oh oh oh oh oh, ye eh, ye eh, ye eh,

I trust you, it’s already been done, undo it,
It takes two, it’s up to me and you, to prove it,

ei ei ei, woah wo, yeah eh
ei ei ei ei ei, oh oh oh oh oh, ye eh, ye eh, ye eh,

I trust you, if it’s already been done, undo it,
It takes two, it’s up to me and you, to prove it,
ei ei ei ei ei, oh oh oh oh oh, ye oh oh,
ei ei ei, oh oh oh oh oh, ye eh, ye eh, ye eh,

I trust you.

back and forward

Zona de Torres Vedras.

Zona de Torres Vedras

Andar de expresso ou comboio tem para mim um efeito terapêutico. A sensação que temos, ao olhar pela janela, de voar a dois ou três metros do chão liberta-nos a mente, o stress e o espírito. O silêncio (quando há pouca ou nenhuma gente) deixa-me a sós com os meus pensament(e)s.

Dá para reflectir sobre as nossas acções, num acto de contrição pessoal e íntimo. Não tenho de estar atento ao trânsito, não tenho de me reter de estar ao telemóvel. Posso dormir, posso escrever, posso olhar a paisagem. Ninguém me chateia…. a não ser aquele pirralho da segunda fila que não pára de berrar desde há cinco minutos!!!!

Mesmo assim, aconselho. Usem os transportes públicos! Ter carro nunca foi para mim uma primeira necessidade, pois tive sempre tive alternativas com expressos, urbanas, suburbanas, ou comboios. Também não esqueço aqueles que me deram boleias e freebies por esse Portugal fora, no entanto.

(Foi a partir de um expresso que escrevi este texto).

já não sei o que fazer

para te esquecer.

Frustration_Relief

pontas soltas

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Não tenho 80 primaveras. Não sou viajado. Não tenho cicatrizes.

Mas já vivi muito.

Já tive a minha dose de sofrimento, como qualquer pessoa.

Já conheci muita gente. Mas não conheço ninguém.

Sou tudo e não sou nada. Tou o que tu quiseres, mas não quero ser como tu.

Não te percebo, não quero que me percebas, não quero que percebas que ainda te desejo.

Estou onde estarei, para sempre.

Agora, pacientemente, quero organizar as pontas soltas. Já venho.

já choraste tudo?

heartbroken

Já choraste tudo? Já extrapolaste a agonia do que é estar submerso num perfeito e simples sofrimento?

E os pulsos? Continuam por cortar?

Agora, limpa-te. Respira fundo. Abre os olhos.

Começa de novo.

Vive.

será que…

… se pode sentir amor e repulsa pela mesma pessoa?

(via Beat|Dreamer)

resposta: sim.

Ponto final

Acabou. Alegrias e tristezas, viagens e noitadas, discussões, persuasões, telefonemas, jantares, almoços, cinema, concertos..

Chega aqui ao fim aquilo que tínhamos. Já era tão pouco. Tentei reavivar a pintura, mas a tinta estava gasta e esbatida. Estou sem forças. Apetece-me esconder no mais ínfimo dos recantos, a tentar não pensar em ti, e no que fizeste como fizeste e com quem fizeste.

Apanho os bocados de mim que deixaste pelo chão. Sangue. Merda. Tripas. E no meio disso tudo a peça central do meu peito, definhada e irreconhecível. Um bocado de carvão que vai alimentar agora o meu ódio por ti.

Adeus.

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