Pensamente

Deixem-me pensar, por favor

Loss

Loss

Are you there? Have you waited enough? I’m still across the wall, counting the remaining hours of eternity, sitting on a mountain with no top.

Anúncios

look up to the stars

Hora da citação. Descobri estas palavras num vídeo (soberbo) sobre o nosso país, feito por um turista apaixonado por Lisboa. Inspirador.

“One, remember to look up at the stars and not down at your feet. Two, never give up work. Work gives you meaning and purpose and life is empty without it. Three, if you are lucky enough to find love, remember it is there and don’t throw it away.” – Stephen Hawking

foge

Foge antes que te apanhem. Foge antes que caias em desespero. Foge, antes que fujam os que ficaram para trás. Corre e ataca o desespero dos que ficam, do que ficam e definham. Corre e grita pelo cheiro da terra que salta em cada passo. Não fujas do que foste, mas do que hás-de ser.
Não chores. Mas corre.
E foge.

A terra tremia

Os animais fugiram. Os cães, quais cobardes, desapareceram num fumegar vermelho, como fazem aqueles mágicos de segunda categoria numa festa da aldeia.

Um silêncio tenebroso enoitecia a tarde, num ápice, tão fundo que conseguíamos ouvir o nosso bater do coração: estava a acelerar. Cada vez mais batia um bombear nervoso de sangue que é empurrado, bate, empurra, bate, empurra, percorre pelas veias dilatadas de um respirar cada vez mais hesitante.

Vinha aí um terramoto. Costumam dizer que os terramotos não têm aviso, mas este era diferente. Tinha sido anunciado. Tinha sido proclamado. Tinha sido noticiado, sem censura, sem imagens desfocadas, sem vozes distorcidas.

Mas tinha sido ignorado. Consciente e orgulhosamente ignorado, numa tentativa fútil de mostrar o lado civilizado da parte emotiva do animal que era, feito de carne, ossos, pele, sangue e coração. Bate, bombeia, empurra, bate.

A terra treme. Abala. Abana. Bate.

Primeiro é um sussurro.

Abala. Treme. Bate.

Depois solta-se aquele pequeno seixo que aguentava com todo o complexo sistema matemático que explica o suster da respiração da Terra. E a Terra treme. Bate. Treme. Estremece. Cada vez mais. Um tremor forte, profundo, visceral e mortífero, numa violência que avassala todas as células de um corpo que estava dormente. Orgulhosamente doente.

Tudo cai. Tudo fica pendurado, numa dor gritante, preso pelos nervos que não se quebraram, como os fios de nylon eterno que prendem os planetas à volta do Sol.

O coração continua a bater. Agora perdido no chão. Sem razão para continuar, mas lá está ele.

Bate. Bombeia. Bate.

Mesmo com a cabeça nas nuvens

20130124-161145.jpg

Eu penso em ti.

Eu fiz de tudo…

20130113-234427.jpg

Eu tentei de tudo.
Estive na tua frente,
Olhei-te fixamente
Fiz de inconsequente.

Mas não me viste.
Não da mesma maneira.
Não sem me sorrires
como quem faz uma brincadeira…

Inconsequente.

noites frias

É sempre nas noites mais frias que se sente falta daquele arrepio no peito…